23/11/2008

Pensamento

Meu pensamento é um rio subterrâneo.
Para que terras vai e donde vem?
Não sei… Na noite em que o meu ser o tem
Emerge dele um ruído subitâneo

in Cartas de F. P. a A. C. - R., p. 60.

Fernando Pessoa - Poemas Ocultistas - 1914(?)

2 comentários:

Urso01 disse...

Nós vamos dar uma volta pela cidade, pela população, e ver em que diferem de nós!
Nós vamos para a floresta, vamos comer mel e castanhas.
O nosso pensamento... esse é realmente incontrolável! Vagueia, voa, descansa, faz o que lhe apetece! :)

Bear MotherF***er disse...

"Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo." - Pablo Neruda

Mais que uma ideia ou mania, um estado de vida, um dogma. Urso, esse estado intrínseco de ser diferente.